Posts Tagged ‘castração química’

Matéria - Folha de São Paulo

Postado por klava em 2010/10/25

09/10/2010

Depois de alguma resistência, a castração química de cães machos começa a caminhar no Brasil. No processo, substância é aplicada nos testículos para inibir a produção de espermatozoides.

Veterinários e ONGs questionavam a utilização do Infertile, único produto autorizado pelo Ministério da Agricultura. As dúvidas eram sobre dor e efeitos colaterais. Um estudo da Unesp, porém, mostrou vantagens.

“No experimento, verificamos que a castração química é menos dolorosa que a cirurgia”, disse a veterinária Denise Rodrigues, doutoranda em anestesia pela Unesp.
Parecer do Conselho Regional de Medicina Veterinária também foi favorável.

“O procedimento ambulatorial é um facilitador e pode ajudar nas campanhas municipais”, afirmou Marcos Ciampi, presidente da ONG ARCA Brasil, que defende a castração como forma de controle da natalidade.

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Matéria - Portal Pet Mag

Postado por klava em 2010/09/28

24/09/2010

Um dos principais incômodos viagra quem tem um cachorro recém-castrado é vê-lo sem os seus testículos. Para muitos, é como se o animal perdesse um pouco de sua virilidade. Apesar do pensamento não fazer sentido do ponto de vista biológico, já que o cão continua sendo macho, já existe no mercado uma forma de driblar esse impasse sem abrir mão da esterilização.

Mais conhecida como castração química, essa nova modalidade chegou ao Brasil em 2009, por meio do laboratório Rhobifarma, e promete ser uma alternativa indolor e prática para a convencional cirurgia de remoção dos testículos. De acordo com o veterinário Ricardo Lucas, a principal vantagem do Infertile é não ser necessário um procedimento cirúrgico. “Isso facilita campanhas de esterilização, que podem ser feitas em campo, junto com a vacinação antirrábica, por exemplo”, explica o médico.

Ele ressalta ainda que a castração química é indolor, uma vez que a agulha utilizada para a aplicação do produto é bem fina, semelhante à utilizada por diabéticos. Sua base de formulação é o zinco, substância aplicada em cada um dos testículos, diminuindo a produção de espermatozóides e deixando o animal definitivamente infértil.

Clique na imagem para ver a matéria original.

O veterinário explica que o processo é irreversível, ou seja, após 30 dias da aplicação, o macho não será mais capaz de se reproduzir. Para quem gostou da novidade, a castração química chega a ser até 70% mais barata que o processo convencional, com a vantagem de não haver pontos, cortes e dores causadas pelo pós-operatório.

Surgimento e aplicação

Para Marco Ciampi, presidente da ONG Arca Brasil, pioneira em campanhas de castração de animais em São Paulo, a ausência da dor é um dos principais benefícios do produto. “Como promovemos muitos mutirões de castração, ter um procedimento que pode ser aplicado sem a necessidade de um centro cirúrgico e ainda que promove um maior bem-estar ao animal é algo muito bom”.

Marco explica também que a busca por um método alternativo à cirurgia é um movimento mundial, que começou nos Estados Unidos, em 2003. “Foi nesta época que surgiram os primeiros modelos, tanto, que trouxe esse debate para o Brasil, mas a versão nacional apresenta melhoras em relação ao modelo americano”.

A diferença apontada pelo profissional é o protocolo desenvolvido pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, campus Botucatu. Depois de uma criteriosa observação os pesquisadores criaram um protocolo de aplicação para que o animal não sinta dores nem desconforto. Cerca de 30 minutos antes da esterilização é aplicado um medicamento (Meloxican ou Acepromazina) que dispensa o uso de analgésicos adicionais de longa duração.

Vale lembrar que a castração química é indicada para cães de todas as idades, mas animais com severas lesões no escroto, inflamações ou com criptorquidismo (testículo escondido) não devem ser submetidos ao procedimento. Cabe ao médico veterinário avaliar o caso e julgar se o pet poderá ou não passar pela esterilização química. Após a aplicação, o cachorro já é liberado para voltar para casa, sem a necessidade de repouso.

Organização internacional apóia mudança em PL que cria política de controle de cães e gatos

Postado por klava em 2010/09/15

A ACC&D – Aliança para a Contracepção de Cães & Gatos, entidade sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos e cujo foco é a introdução de métodos não-cirúrgicos para a esterilização de cães e gatos, enviou uma carta oficial à Câmara dos Deputados apoiando as recentes mudanças no PL 1376/2003, que estabelece uma política nacional para o controle populacional de cães e gatos. No mês de agosto a proposta foi aprovada no Senado com uma pequena alteração que abriu espaço para o uso de outras tecnologias como, por exemplo, a esterilização química. Até então o texto previa apenas as cirurgias. Atualmente o projeto está tramitando na Câmara.

Confira a carta original clicando na imagem:


Leia abaixo a carta completa:

‘Aliança para a Contracepção de Cães & Gatos - ACC&D’

29 de agosto de 2010

Caros Senhores Deputados,

Chegou ao nosso conhecimento que o Congresso Brasileiro está considerando uma emenda ao PL 1376/2003, que estabelece que o controle populacional de cães e gatos será obtido por meio de esterilização permanente, cirúrgica ou não, contanto que ofereça ao animal o mesmo nível de eficácia, segurança e bem estar. A Aliança para a Anticoncepção de Cães & Gatos (ACC&D) apóia firmemente esta emenda, que entendemos ter sido aprovada pelo Senado. O nosso raciocínio e as credenciais para expressar uma opinião sobre este assunto estão resumidos a seguir.

Sobre ACC&D

ACC&D é uma organização sem fins lucrativos sediada nos EUA, mas com alcance internacional. Nossa missão é acelerar o bem sucedido processo de introdução de métodos não-cirúrgicos para esterilização de cães e gatos, e de apoio à distribuição e promoção destes produtos para controle populacional humanitário desses animais em todo o mundo.

ACC&D foi criada porque, no mundo todo, a capacidade de diminuir efetivamente as taxas de natalidade de cães e gatos por meio da esterilização cirúrgica é extremamente limitada, e que métodos com menor custo, mais simples e menos invasivos devem ser desenvolvidos e implementados.

Nosso conselho de administradores inclui o diretor executivo da Humane Society International, o coordenador de extensão veterinária da Alliance for Rabies Control, médicos veterinários e outros profissionais de saúde e bem-estar animal. The World Society for the Protection of Animals (WSPA) está entre as nossas mais de 100 organizações parceiras, que incluem também a American Veterinary Medical Association, a Humane Society Veterinary Medical Association, Alliance for Rabies Control, a Gillings School of Global Public Health, World Vets, Veterinarians Without Borders-Canada, Veterinarios Internacionales Dedicados a Animales Sanos, Cornell University’s College of Veterinary Medicine, North Carolina State University’s College of Veterinary Medicine, the American Society for Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA), a Humane Society of the United States (HSUS), American Humane Association, e Best Friends Animal Society. (A lista completa pode ser encontrada em www.acc-d.org/OPP).

Sobre a Esterilização não-Cirúrgica

Atualmente, existem produtos que esterilizam permanentemente cães machos sem cirurgia. Estes produtos têm sido regulamentados em vários países (incluindo os EUA), e são ansiosamente aguardados em muitos outros - uma empresa planeja lançar seu produto nos próximos anos em mais de duas dúzias de países.

Essas tecnologias oferecem uma alternativa segura e eficaz à cirurgia e podem ser fornecidas de forma mais rápida e com um custo menor do que a castração cirúrgica. Além disso, são particularmente atraentes aos donos de cães que desejam que seus animais preservem a anatomia masculina. 14245 NW Belle Ct, Portland, OR 97229 www.acc-d.org • info@acc-d.org.

Atualmente, trabalhos sobre alternativas não-cirúrgicas para fêmeas de cães e gatos estão a caminho. Pesquisas nesta área receberam um grande impulso quando o Prêmio e Bolsas Michelson em Biologia Reprodutiva foi lançado em 2008. Através deste programa, a Found Animals Foundation (www.foundanimals.org) oferece um prêmio de US$ 25 milhões para a primeira entidade a fornecer à Fundação um esterilizante que seja seguro, eficaz e prático, para o uso em machos e fêmeas de cães gatos em uma única dose. A Found Animals Foundation também administra um fundo de doações de US$ 50 milhões para financiamento de pesquisas com este objetivo. ACC&D tem o prazer de trabalhar com a Found Animals Foundation nesta iniciativa formidável, que representou um grande impulso nesta área.

Trabalhos sobre tecnologias de esterilização não-cirúrgicas têm recebido apoios de alto nível nos EUA e no exterior.

A Associação Medica Veterinária Americana (AVMA) tem incentivado “pesquisas sobre o desenvolvimento e a utilização de métodos não-cirúrgicos de esterilização”. A declaração a seguir é extraída de uma carta da AVMA em apoio à ACC&D:

“… Nem todos os cães e gatos produzindo ninhadas indesejadas ou acidentais estão sendo atingidos [pela] esterilização cirúrgica. O desenvolvimento de um método não-cirúrgico permanente, oral ou injetável,de menor custo, menor mão de obra, que possa, de forma humana, segura e eficaz esterilizar cães e gatos, poderia contribuir substancialmente para o controle populacional dos animais de estimação.”

Permissão para alternativas não-cirúrgicas na legislação.

Nós entendemos que informações negativas sobre esterilizantes químicos têm circulado no Brasil. Acompanhamos que a introdução de novos produtos / tecnologias de saúde animal muitas vezes gera medo. Esse medo pode se manifestar como uma lenta e passiva aceitação de uma nova tecnologia, ou, em casos extremos, como um ativismo radical contra essas novas tecnologias. Acreditamos que isto acontece principalmente devido à falta de conscientização e pelo medo de mudanças. Nós encorajamos você a não deixar a negatividade desanimá-lo em apoiar esta emenda legislativa.

Legislações que limitam a definição de “esterilização” às técnicas cirúrgicas podem limitar seriamente a capacidade dos médicos veterinários brasileiros, as organizações de proteção e bem-estar animal, e os programas de saúde pública, que poderiam fazer grande uso dos atuais e futuros esterilizantes não-cirúrgicos, mais eficazes para limitar o número de cães e gatos não desejados – é claro que, presume-se que a legislação permita apenas a utilização de esterilizantes não-cirúrgicos que tenham sido analisados e aprovados pelas agências reguladoras. Supõe-se também que isso se aplica somente aos esterilizantes permanentes e não aos métodos contraceptivos que são reversíveis. Note que a emenda não proíbe o uso de esterilização cirúrgica, um método seguro e eficaz que, atualmente, é o único método disponível para fêmeas de cães e gatos no Brasil.

Um exemplo de um município que mudou suas leis para ampliar a definição de esterilização é o estado do Texas, nos EUA. A nova redação da emenda da Lei de Esterilização do Texas é a seguinte: “Esterilização: a remoção cirúrgica dos órgãos reprodutivos de um cão ou um gato ou a utilização de métodos não-cirúrgicos aprovados pelos Estados Unidos, Food and Drug Administration ou do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, para fazer o animal permanentemente incapaz de se reproduzir.”

A emenda que altera o PL 1376/2003, colocaria o Brasil como um dos líderes no desenvolvimento de políticas públicas progressistas, economicamente responsáveis e humanas para a área da saúde. Estamos confiantes de que nos próximos anos, haverá novos métodos de esterilização disponíveis, seguros, eficazes, acessíveis e fáceis de produzir, permitindo um controle mais eficiente e generalizado das populações de cães e gatos. Se o PL 1376 for aprovado sem essa nova redação, o Brasil será incapaz de tirar proveito de avanços tecnológicos modernos, eventualmente, aprovados pelas autoridades brasileiras. O resultado seria programas de controle de natalidade animal que custam mais e tem menos impacto sobre o tamanho dessas populações e, portanto, na propagação de zoonoses como a Raiva e a Leishmaniose. Desde 1992, a posição da Organização Mundial de Saúde é que o controle efetivo da raiva não pode ser alcançado sem o controle populacional (em referência à ineficácia do método de eutanásia de animais sadios).

Conclusão

Pedimos seu apoio para a alteração do PL 1376/2003 para garantir que seu país não seja limitado em sua capacidade de evitar o sofrimento animal, comportamentos incômodos, mordeduras e a disseminação de zoonoses, ao coordenar a população de cães e gatos. Caso tenham perguntas relacionadas a este assunto, não hesitem em entrar em contato com qualquer uma de nós.

Atenciosamente,


Joyce Briggs - President

Alliance for Contraception in Cat &Dogs


Linda Rhodes, VMD, PhD - Chair of the Board of Directors

Alliance for Contraception in Cat & Dogs


Veterinário defende método químico de castração

Postado por klava em 2010/08/17

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17/08/2010

Rhobifarma responde informações incorretas publicadas no site da Agência Senado.

Em matéria publicada na última sexta-feira (13), sobre a castração de cães e gatos, a Agência Senado reproduziu críticas da presidente da Sociedade União de Proteção aos Animais (Suipa), Isabel Cristina, e da veterinária Roberta Beeg à esterilização química. Os pontos negativos desse método, segundo elas, incluiriam dor desnecessária e aumento do risco de câncer em fêmeas.

Defensores da castração química, no entanto, rejeitam as críticas e garantem que o método traz vantagens significativas em relação ao procedimento cirúrgico. Um dos benefícios seria o custo menor, em até 70%, o que reduziria os gastos do poder público e permitiria que a população de baixa renda também pudesse recorrer à castração para seus animais de estimação.

De acordo com o veterinário Ricardo Lucas, diretor técnico da única empresa nacional que produz medicamento para esterilização química de cães, o método também evita as complicações do pós-operatório. Ele refutou, ainda, as alegações de que a castração química provocaria câncer, ressaltando que o medicamento utilizado - de uso exclusivo em machos - tem aprovação do Ministério da Agricultura.

A castração é proposta, no Projeto de Lei da Câmara 4/05, como alternativa ao sacrifício de cães e gatos encontrados nas ruas. Originalmente, o projeto em tramitação no Congresso previa somente a realização de castração cirúrgica para o controle populacional desses animais. Emenda apresentada pelo senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) abriu a possibilidade de utilização de outros métodos, não cirúrgicos, para a esterilização. A castração de cães e gatos também é tema da enquete deste mês da Agência Senado.

Matéria - Revista Cães & Gatos

Postado por klava em

17/08/2010

“Castração química, cães sob controle” na Revista Cães & Gatos do mês de agosto.

Techo da matéria:

No Brasil, esse medicamento é oficialmente utilizado desde 2009. Americana, interior de São Paulo, por exemplo, até o momento, já realizou 520 castrações em animais que, de acordo com o coordenador do Núcleo de Controle de Zoonoses da cidade, Fernando Vicente Ferreira, foram microchipados e registrados. “Antes de adotar o método, pesquisamos, analisamos e discutimos o assunto, inclusive com entidades de proteção aos animais, para que não ficasse nenhuma dúvida. Até agora não tivemos problema. Zeramos a fila de cães machos. Com isso, o Núcleo de Controle de Zoonoses pôde priorizar o atendimento de fêmeas de cães e felinos. Sem contar que é um procedimento de baixo custo, dispensa anestesia geral e cuidados pós-operatórios”.

Clique na imagem para ver a matéria completa.

Matéria - Gazeta do Povo

Postado por klava em 2010/08/09

09/08/2010

Castração química de cães volta à Câmara

Uma emenda ao projeto de lei que trata da Política Nacional de Controle de Natalidade de Animais de Rua abriu a possibilidade de que cães e gatos de rua sejam submetidos à esterilização química como forma de controle populacional. A modificação foi proposta pelo Senado ao aprovar o plano em tramitação no Con­gresso desde 2005.

O projeto original – do deputado federal paranaense Affonso Camargo (PSDB) – estabelecia apenas a castração cirúrgica, vetando qualquer outro procedimento veterinário. Por conta da modificação, que retirou o termo “cirúrgico” do texto, a proposta deve voltar à Câmara dos Deputados para ser novamente avaliada.

Clique na imagem para ver a matéria original

Feita por meio da aplicação de injeções de gluconato de zinco nos testículos dos animais, a castração química em cães não é unanimidade na comunidade veterinária e entre as organizações de defesa animal. “Ainda precisamos que muitas perguntas sejam respondidas”, afirma a médica veterinária Emanoele Bittencourt Gerceski, da Clínica Vetsan. Segunda ela, as pesquisas são novas e muitas informações não foram divulgadas. “Não sabemos se o procedimento causa dor no animal, se apresenta risco de infecção ou se o medicamento causa câncer, por exemplo”, comenta.

Sem dor

De acordo com o médico veterinário Ricardo Lucas, diretor técnico da Rhobifarma, laboratório responsável pelo Infertile, primeiro medicamento do país que castra quimicamente cães machos, existem estudos internacionais que comprovam que o esterilizante químico à base de zinco não traz sofrimento ou anomalias aos animais. Ele acrescenta que uma pesquisa da Faculdade de Medicina Vete­rinária e Zootecnia da Uni­versidade Esta­dual Paulista (Unesp) mostrou que o desconforto após o procedimento é menor na castração química do que no pós-operatório da castração cirúrgica.

Fora isso o diretor técnico da Rhobifarma ainda afirma que a esterilização química custa cerca de 70% menos do que a convencional e viagra ser feita em ambiente ambulatorial. Em Curitiba, uma castração cirúrgica de machos pode variar de R$ 210 a R$ 350, conforme o porte do animal e sem gastos adicionais.

“Independente do nosso medicamento, a modificação da proposta sem restrição à forma de esterilização é uma boa notícia porque deixa aberta a possibilidade de aplicação de novas tecnologias que permitirão a realização de mais procedimentos com menos recursos”, comenta Lucas.

Educação para evitar o abandono

Para o coordenador da Rede de Defesa e Proteção Animal de Curitiba, Marcos Traad, não adianta pensar em esterilização, sem uma campanha de posse responsável. “A prefeitura não é contra a castração dos animais de rua, mas precisamos de um plano de contingência para que a população se conscientize e deixe de abandonar seus animais”, diz.

O projeto original, apresentado no Congresso pelo deputado Affonso Camargo (PSDB-PR), prevê campanhas educativas. Outra finalidade da proposta é acabar com a prática dos municípios de sacrificar cães e gatos apreendidos por “carrocinhas”. Para Camargo, esse método vem sendo abandonado no mundo e substituído pela esterilização dos animais, o que garante o controle populacional.

O objetivo do projeto é controlar a superpopulação de cães e gatos em localidade de baixa renda e com o risco de epidemias de doenças como raiva e toxoplasmose, transmitidas por animais.

Matéria - Jornal Boqueirão News

Postado por klava em

08/07/2010

e=”color: #000000;”>Injeção de gluconato de zinco nos testículos de cachorros surge como alternativa à castração habitual e está sob observação de entidades internacionais

A castração química  é polêmica, tendo sido alvo de discussões sobre sua utilização em condenados por crimes sexuais. Entre os animais, o procedimento - que passa a ter uma função de prevenção à proliferação de doenças -, ainda é pauta de estudos.

Os mais recentes iniciaram em 2003, com profissionais ligados à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba. O resultado dos trabalhos foi o desenvolvimento do Infertile, medicamento desenvolvido à base do elemento gluconato de zinco e registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e que segue sob observação de entidades internacionais.

Clique na imagem para ver a matéria original.


De acordo com o médico veterinário Ricardo Lucas, o Infertile é injetado por meio de uma agulha de insulina (fina) nos dois testículos do cachorro. São injetados de 0,5 a 2 mililitros de gluconato de zinco, dependendo do animal. “É feita uma aplicação apenas em cada testículo, e o efeito, que surge a partir de 3 ou 4 semanas, é irreversível”, avisa.

Conforme o médico veterinário, o gluconato age diretamente nas células que produzem o esperma no canino. “As pesquisas  detectaram que essa substância era a mais adequada, por ter uma eficácia maior que outras testadas e propocionarem mais segurança”, explica.

Prevenção de dores
Uma das polêmicas que envolveram a aplicação do Infertile era a dor que a injeção poderia causar e os efeitos do gluconato no corpo do cachorro. De acordo com Lucas, estudos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) de Botucatu (SP) concluíram que antes da injeção do medicamento, a utilização de Acepromazina, um remédio utilizado como “tranquilizante” e inibidor de dores, é recomendada para que o animal não sofra no processo.

Conforme o veterinário, a aplicação da Acepromazina deve se dar 30 minutos antes da castração química, na dose de 0,025 miligramas/quilogramas. “Nos testes realizados com esse protocolo não foram identificados sinais de dor significativa que obrigassem o uso de analgésicos adicionais”, diz.

O médico lembra, porém, que embora a realização desse tipo de castração seja mais acessível do ponto de vista financeiro, esta não pode ser realizada a qualquer momento, nem por qualquer pessoa. “Antes de tudo, é importante levar o animal a uma consulta com um veterinário”, destaca.

WSPA promove debate sobre castração química de cães

Postado por klava em 2010/07/02

02/07/2010

Entidade internacional está avaliando o custo benefício da nova tecnologia

Atendendo a um convite do escritório brasileiro da WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal, um grupo que reúne 1000 ONGs afiliadas em 150 países, sendo mais de 100 no Brasil), a Rhobifarma, laboratório responsável pelo Infertile, medicamento voltado para a esterilização química de cães, participou em junho de um debate na sede do CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo), na capital paulista.

Além de representantes da Rhobifarma, estiveram presentes protetores afiliados a WSPA, acadêmicos, veterinários clínicos e veterinários de CCZs (Centros de Controle de Zoonozes).

Os principais pontos abordados no encontro foram o posicionamento oficial da WSPA (mundial) sobre a castração química, o estudo de avaliação de dor desenvolvido pela equipe do Professor Dr. Stelio Pacca L. Luna, da FMVZ (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia) da Unesp de Botucatu (SP), e o parecer favorável emitido pelo CRMV-SP. A platéia também teve a oportunidade de esclarecer as dúvidas sobre o Infertile.

Ao abrir o evento, a gerente de Programas Veterinários da WSPA Brasil, Rosangela Ribeiro, informou que a direção mundial da entidade se posicionou formalmente a respeito da castração química. Em linhas gerais o documento cita que a WSPA ainda não usa o método em seus programas porque está avaliando o custo benefício da tecnologia, porém, não desaconselha suas afiliadas a utilizarem este tipo de produto.

O documento traz ainda algumas dicas e conselhos, como, por exemplo, a necessidade de um bom treinamento para o veterinário que vai aplicar o produto, além de protocolos de analgesia, entre outros cuidados.

Para falar sobre dor e bem estar animal, esteve presente a doutoranda em anestesia com ênfase em avaliação de dor pela Unesp de Botucatu, Denise de Fátima Rodrigues, que faz parte da equipe Professor Dr. Stelio Pacca L. Luna.

Denise apresentou a metodologia e os resultados do criterioso estudo científico que avaliou os efeitos álgicos (dor) provocados pelo Infertile. A principal conclusão é que com a aplicação, cerca de 30 minutos antes da castração química, de Acepromazina (um medicamento de uso comum e baixo custo) por via intramuscular, na dose de 0,025 mg/kg (que é considerada uma subdosagem e não deixa o animal inconciente), não são identificados sinais significativos de dor que obriguem o uso de fármacos adicionais (analgésicos de resgate). Vale lembrar que na comparação com o grupo castrado cirurgicamente a manifestação de dor foi menor entre os cães que receberam o Infertile, ou seja, seguindo-se o protocolo com a Acepromazina a esterilização química não provoca dor nos animais. Vale ressaltar que este protocolo é um recurso válido apenas para o Infertile e representa um aprimoramento para o bem estar dos cães.

Já o diretor técnico da Rhobifarma, o médico veterinário Ricardo Lucas, ressaltou no encontro o parecer favorável emitido pela direção do CRMV-SP (disponível para consulta no www.infertile.com.br). Em linhas gerais, o documento reconhece que os resultados obtidos com o uso do Infertile “tem sido muito favoráveis e o produto representa uma alternativa nacional de interesse para a saúde pública veterinária e é indicado, particularmente, para o controle da reprodução dos cães de companhia das populações de baixa renda.”

Lucas também apresentou o histórico de desenvolvimento e as principais vantagens do Infertile, além de esclarecer as dúvidas da platéia. Também mostrou um vídeo (disponível no site do produto) que relata a experiência da Prefeitura de Americana (SP) com a castração química. Em poucos meses, desde 2009, e sem a ocorrência de problemas, centenas de animais foram esterilizados com o Infertile e hoje não existe mais fila de cães machos precisando de castração na cidade.

Castração química: mitos e verdades

Postado por klava em 2010/06/30

30/06/2010

Rhobifarma responde informações incorretas publicadas em jornal de Tupã

Por Ricardo Lucas *

Em resposta à reportagem “Esterilização – ASPAT alerta sobre castração química”, publicada no Diário de Tupã no dia 12/04/10, a Rhobifarma, empresa responsável pelo medicamento Infertile, gostaria de esclarecer alguns pontos.

A superpopulação de cães e o consequente abandono é um problema de proporções mundiais. No Brasil, onde muitas vezes faltam recursos para suprir até mesmo necessidades básicas da população humana, a situação é ainda pior. São milhões de animais vagando pelas nossas cidades, principalmente nas periferias das metrópoles, transmitindo doenças, causando acidentes de trânsito e provocando mordeduras em crianças, entre outros reflexos preocupantes.

Atualmente, as soluções mundialmente aceitas e recomendadas são as campanhas de conscientização e a esterilização dos animais, seja por meio de procedimentos cirúrgicos ou químicos.

O Infertile, lançado em março de 2009, é fruto de seis anos de pesquisas de um grupo de renomados cientistas brasileiros ligados às Universidades de São Paulo e Federal de Campina Grande. Ou seja, o medicamento não foi desenvolvido no México. O que ocorre é que no México e nos Estados Unidos existem fármacos para o mesmo fim. Produtos estes, vale ressaltar, aprovados e certificados pelas respectivas agências reguladoras, como, por exemplo, o rigoroso FDA (Food and Drug Administration).

O Infertile foi devidamente aprovado e registrado (licença nº 9.427/2008) no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), órgão federal responsável pela certificação deste tipo de medicamento no Brasil. Para isso foram realizados diversos testes de segurança como eficácia e estabilidade, todos com significância estatística.

Clique na imagem para ver a matéria orginal.


Trata-se de uma solução injetável, de fórmula exclusiva, cujo ingrediente principal é o zinco, substância que faz parte da composição do plasma seminal e dos tecidos do órgão reprodutor dos cães. Uma dose do produto torna 100% dos animais inférteis em menos de 30 dias.

Sobre a falta de exigência de um veterinário na hora da aplicação, essa informação está incorreta. O Infertile só pode ser aplicado por um médico veterinário ou sob a supervisão de um, tanto que o produto não é vendido para o consumidor final.

Em relação à dor que o animal sentiria, foi desenvolvido pela FMVZ (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia) da Unesp de Botucatu (SP) um protocolo que prevê que seja aplicado 30 minutos antes da castração química, por via intramuscular, Acepromazina na dose de 0,025 mg/kg, um medicamento barato e de uso comum. Nos testes realizados com esse protocolo não foram identificados sinais de dor significativa que obrigassem o uso de fármacos adicionais (analgésicos).

A respeito da quantidade de animais usados nos seis anos que durou a fase de pesquisas, o número correto é 97. Os 11 cães citados pela senhora Osmarina, da ASPAT, se referem a apenas um dos trabalhos científicos publicados internacionalmente. Vale lembrar, no entanto, que este número foi embasado por especialistas em bioestatística da Universidade Federal de Campina Grande (PB). Outro ponto importante é que a Rhobifarma adota todos os princípios internacionais de bioética e não usa em suas pesquisas mais animais do que o estritamente necessário do ponto de vista estatístico.

Já a afirmação de que o Infertile provocaria câncer no longo prazo é totalmente infundada. O zinco é testado em outros países há mais de 20 anos como método contraceptivo em cães machos sem apresentar qualquer tipo de alteração indesejada. Trata-se de uma substância presente no sistema reprodutor de animais e humanos e essencial para o metabolismo. Além disso, segundo pesquisas científicas é um componente não-carcinogênico, não teratogênico e não mutagênico, ou seja, não causa câncer nem mutações no DNA.

Sobre a ausência de contra-indicações da castração cirúrgica gostaria de lembrar que, como em qualquer cirurgia, existem riscos sim, principalmente os relacionados a aplicação da anestesia e as comuns complicações de pós-cirúrgico. Entretanto, o Infertile não nasceu para concorrer com outros métodos e sim para agregar forças em uma importante luta, o controle da superpopulação de cães.

Em linhas gerais o produto substitui um procedimento cirúrgico por um ambulatorial. Campanhas de castração com o uso do Infertile, por exemplo, podem ser feitas no campo, sem a necessidade de anestesia nem os cuidados típicos de um pós-operatório.

Outras vantagens são o custo, cerca de 70% inferior a uma cirurgia, e a manutenção da estrutura anatômica do testículo, fato importante para muitos proprietários.

Desde o lançamento oficial, em março de 2009, milhares de cães já foram esterilizados com o Infertile em diversas cidades brasileiras e sem o registro de complicações ou efeitos colaterais. Para finalizar, é importante citar que, devido a importância do tema, o CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo) se pronunciou oficialmente informando, em linhas gerais, que os resultados obtidos com o uso do Infertile “tem sido muito favoráveis e o produto representa uma alternativa nacional de interesse para a saúde pública veterinária e é indicado, particularmente, para o controle da reprodução dos cães de companhia das populações de baixa renda.”

*Médico veterinário e diretor técnico da Rhobifarma


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